domingo, 11 de dezembro de 2011

Luz e Esperança para a Sociedade

Com a maior alegria estamos revivendo a singular experiência de João Batista: a sociedade a pedir-nos um pouco de luz e de esperança, e nós confessando que não somos luz nem esperança, pois a verdadeira luz e a legítima esperança encontram-se tão somente no Filho de Deus.
João não pretende ser o Messias, isto é, o Cristo que o povo aguardava. Faz questão de ser apenas aquilo que é: o precursor do Messias; apenas um sopro ou simples fiozinho de voz a clamar no deserto: “Preparem o caminho do Senhor”.
Assim é que o cristão de hoje precisa dar ao mundo o testemunho de sua fé, de sua esperança e de seu amor. Pois um testemunho que viesse apenas da parte do clero seria suspeito. O testemunho que viesse apenas de uma classe social seria incompleto. O testemunho capaz de convencer o mundo precisa ser coral: um coro de vozes vibrantes, de arrebatar os corações.
Infelizmente, porém, fora das igrejas, os cristãos não parecem dispostos a falar de Cristo ou não têm coragem para tanto – acabam tornando-se um povo de mudos a respeito de sua fé e de sua esperança.
É bem verdade que o testemunho de nossas ações é mais importante do que o testemunho falado. Contudo, não podemos entregar-nos ao luxo de ficar calados, até porque é só por meio de palavras apropriadas que conseguiremos tirar as dúvidas e clarear as ideias do homem de hoje a respeito de Cristo e de sua missão sobre a terra.
Ele continua sendo a esperança do mundo e a luz a brilhar no meio das trevas, mas a maior parte da humanidade ainda teima em não reconhecê-lo. Quer dizer que chegou também a nossa vez de entrar em ação e fazê-lo conhecido de todos os povos.

Pe. Virgílio, ssp

Um comentário:

  1. Existem duas formas de destruir a misericórdia: eliminando o pecado e eliminando o perdão. Estas são precisamente as duas atitudes mais comuns nos dias que correm. Numa enorme quantidade de situações não se vê nada de mal. Naquelas em que se vê, não há desculpa possível. As acções do próximo ou são indiferentes ou intoleráveis. O que nunca são é censuradas e perdoadas. O que nunca se faz é combinar o repúdio do pecado com a compaixão pelo pecador.

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